terça-feira, 24 de fevereiro de 2026

Multiefeitos #1 Plus

 Série original ZOOM MultiStomps & CHOCOLATE PLUS


Já há mais de dez anos no mercado, essa série de pedais de multiefeitos ainda tem um custo/benefício incrível. Até há pouco tempo eu tinha os três da foto acima, apenas nunca tive aquele feito para contrabaixo elétrico ( MS-60B ). O MS-50g tem apenas uma entrada de áudio mono e duas saídas estéreo ( L e R ), que são somadas quando usada apenas a saída "L". Já os MS-70CDR e MS-100BT apresentam entradas e saídas estéreo, porém podem ser usados também em modo mono. Basicamente os MultiStomp são pedais multiefeitos que podem processar de uma vez um certo número de efeitos em série ( até um máximo de seis módulos de efeitos ) criando cadeias completas de efeitos bem interessantes e usáveis. O número máximo de efeitos que se pode usar numa mesma cadeia está diretamente ligado à complexidade do algorítmo utilizado em cada efeito escolhido, o que normalmente consome mais processamento. Há exemplos em que não se consegue passar de apenas 2 efeitos no máximo com os efeitos de algoritmos mais complexos!!! Essa cadeia de efeitos criada, aliada aos valores escolhidos para cada parâmetro de cada efeito, pode se tornar um "patch" ou "preset", como preferir chamar. Escolhe-se um título do patch para aparecer na lista do visor e depois é só salvar. Nas configurações é possível inclusive habilitar o "AUTO SAVE". Eu, particularmente, fico impressionado com o tanto de qualidade dos efeitos/algoritmos que se conseguiu num tamanho tão compacto e a preços tão convidativos. Normalmente o que fica complicada é a parte de interface entre aparelho e usuário. É um pouco chata a curva de aprendizado, mas nada absurda! A lógica e estrutura usadas são bastante simplificadas. Num palco, sem nenhum recurso externo, o melhor que se consegue é criar uma "lista de patches/presets" fazendo com que se vá, sempre numa mesma direção apenas, de "patch/preset", um por um e voltando ao primeiro ao finalizar a lista, criando um looping de "patches/presets". 

Nos MultiStomps que apresentam porta USB ( MS-50g, MS-70CDR e MS-60b ), além de serem usadas para se ligar ao computador para atualização do Firmware e até guardar as programações dos presets do aparelho, permite que sejam usados alguns controladores específicos MIDI para selecionar presets por MIDI PROGRAM CH ANGE e até algumas outras possibilidades mais interessantes. Uma coisa que dificulta esse controle MIDI remoto é que o MultiStomp precisa enxergar uma alimentação de +5v nessa porta USB o que indica que ele está ligado a um USB HOST. Essa é a razão de alguns controladores MIDI-to-USB simplesmente não funcionarem. Felizmente alguns fabricantes desse tipo de controlador MIDI-to-USB passaram a perceber essa necessidade e criaram produtos que oferecessem esse USB HOST. 

Firmware Update Page for MS-50g

Firmware Update Page for MS-70CDR and MS-60B

Firmware Update Page for MS-100BT

Um primeiro conselho que entrego a vocês aqui é sobre o Firmware: imprescindível fazer a atualização para o Firmware mais recente. No caso do MS-50g seria a versão 3.10, MS-70CDR e MS-60b a versão 2.10, o MS-100BT a versão 1.30. No caso dos MS-50g e MS-70CDR/MS-60b, os upgrades 3.00 e 2.00 ( respectivamente ) já irão ampliar muito a quantidade e variedade de efeitos disponíveis para construir seus patches. Já as versões mais recentes cuidam de alguns bugs chatinhos. 

Para ter acesso, e inclusive escolher quais efeitos irão fazer parte do seu MultiStomp, é necessário usar o programa da própria ZOOM: 

MS-50g Effect Manager

Ou software de terceiros, por sua própria conta e risco:

Editor on line para MS-50g, MS-70CDR e MS-60b

ZOOM Effect Manager Program

Controladores externos para as MS-50g, MS-70CDR e MS-60B


O primeiro controlador que testei com sucesso foi um FREEDOM MC-6, construido artezanalmente por uma pessoa que infelizmente já há algum tempo desistiu de fazê-lo! Casualmente passei a usá-lo novamente no setup d'Os Tiozin, pois é um controlador dedicado a essa linha MS da ZOOM. Ele apresenta seis footswitches e um display iluminado e bem elucidadtivo. Apresenta entrada para pedal de expressão, porta USB lateral para ligar diretamente ao ZOOM MS para envio de comandos e recebimento de alguns dados. Jack de entrada de alimentação 9 volts DC, porta USB para se conectar ao computador e porta MIDI (IN/OUT?). Eu não cheguei a ter acesso ao aplicativo de computador que permitia organizar e/ou armazenar remotamente os presets do controlador. Mas consegui com o tempo relembrar as combinações de footswitches para poder programá-lo. É interessante que duas opções de Program Change podem ser enviadas por um mesmo footswitch, uma principal e a outra chamada de Favorita! Na verdade, cada vez que você aperta o footswitch, o MC-6 mada um ou outro Program Change registrado alternadamente.

Utilizei também dois tipos de conversão de MIDI comum para USB HOST através de um pedalzinho construído pela Pulsatrix. O primeiro e mais simples foi um aparelho que pudesse transformar diretamente o sinal de uma porta MIDI comum ( que no caso era a saída MIDI d multiefeitos BOSS ME-5 ) em USB HOST na intenção de controlar os presets da MS-50g ou da MS-70CDR usando os pedais do multiefeitos. Foi totalmente bem sucedido e o sistema obteve gande êxito!

Outro pedal da Pulsatrix que usei bastante nos MS da ZOOM foi o que tem dois footswitches e dois LEDs na parte superior, uma MIDI OUT, uma porta USB HOST e um jack P4 de alimentação 9 volts DC. Apesar de ter algumas possibilidades  a mais, eu basicamente o utilizava para enviar Program Changes para mais ou para menos na ordem numérica, um footswitch sobe e o outro desce. Ele pode guardar dois Program Changes escolhidos, um assinalado para um footswitch e outro para o outro footswitch. Isso para mim foi mais útil quando usei esse controlador com umDigitech Whammy V, pela saída MIDI comum.

Mais recentemente passei a usar o controlador MIDI/Bluetooth M-VAVE Chocolate Plus e consegui alguns resultados surpreendentes, inclusive controlando outro aparelho ao mesmo tempo ( no caso um Valeton GP-5! )! No entanto outros controladores foram usados com sucesso! Mais abaixo falaremos com mais detalhes sobre isso.

Realmente a combinação entre os ZOOM MultiStomps ( MS-50g, MS-70CDR e MS-60B ) e o controlador MIDI/Bluetoth M-VAVE Chocolate Plus é bem atraente. Primeiro por conta do Chocolate Plus ser bem barato para o que oferece. Pois ele pode fornecer comandos MIDI de mudança de programas ( Program Change - PC ) para acionar os patches diretamente de cada chave de formas diversas. Além de comandos contínuos ( Continous Control - CC ), que tem uso bem restrito no caso dos MultiStomp e dos SysEx ( System Exclusive ) que foram os usados pra fazer o chaveamento que eu desejava. Descobri que é possível fazer pequenas manobras nos parâmetros dos três primeiros efeitos na cadeia dentro de um patch com comandos de SysEx. Uma coisa bem útil, que eu procurava há algum tempo era poder chavear algum parâmetro de um desses três primeiros efeitos da cadeia. Um exemplo interessante é o uso dessa ideia para controlar a chave de velocidade do efeito Roto Closet ( tipo Rotary Speaker - Caixa Leslie ) e que funciona muito bem até! Inclusive esse efeito apresenta um rampa de tempo entre as velocidades ( Slow/Fast ) acelerando e desacelerando, que emula o tempo que leva o efeito mecânico real na caixa Leslie original ... Infelizmente a duração do tempo da rampa é fixo, mas já dá pro gasto!

Usando apenas o M-VAVE Chocolate Plus ( sem nenhum outro acessório ) você necessita ligar a alimentação/carregador em sua porta USB Tipo C! Daí irá usar um outro cabo adequado da porta USB HOST até o ZOOM MultiStomp. Como se pode observar na foto acima, ambos os cabos estão ligados no Chocolate Plus. Pode-se inclusive, caso não for usar a capacidade Bluetooth do Chocolate Plus para controlar algum aparelho que responda a isso, desligar o Bluetooth apertando ao mesmo tempo os footswitches B e C!
Enviando os comandos MIDI através do cabo direto do Chocolate Plus  para o MultiStomp eu consegui com sucesso mudar programas, podendo assinalar qualquer número de patch para cada footswitch e em cada banco, pude ligar e desligar o MODO TUNER ( mas com o problema do MultiStomp sair do modo que mostra os titulos dos patches ), ligar e desligar quaisquer um dos três primeiros efeitos em qualquer patch, mudar parâmetros em qualquer um dos três primeiros efeitos na cadeia do patch. Tudo isso só é conseguido depois de se entender e aprender usar o editor, os tipos de comandos e as várias possíveis formas de atuação do Chocolate Plus: o CUBE SUITE. Através dele você poderá criar a configuração ideal para o Chocolte Plus e ainda salvar essa configuração em seu celular, android ou iOS.

Chocolate Plus não vem com esse manual abaixo, essencial na minha opinião:


Pulsatrix Designs






quinta-feira, 8 de janeiro de 2026

Mutações Possíveis - SEVEN Guitars STC-307

  Guitarras com Excelente Custo/Benefício #2



E vamos continuando a falar sobre guitarrinhas muito baratas e bem interessantes, tocáveis e com boa construção pra aceitarem bem nossas experimentções e modificações! Tive a oportunidade de conhecer essa marca bem recentemente e por pura sorte pude pegar essa SEVEN STC-307! Obviamente no "estilo" Telecaster, sunbusrst, escala escura do tal TechWood, braço em maple e corpo de Basswood. Um friso branco/creme em volta do corpo deu um toque elegante e bem legal na minha opinião. Nós estamos aqui falando sobre uma guitarra na faixa de R$ 950,00 nova ( Stock ), então isto estará sendo levado em consideração em todas as críticas e elogios. A guitarra veio regulada para cordas .009, assim mantive o calibre ao colocar as cordas novas. Estou testando esse calibre em lugar do .010 que costumo usar. Acho que vou fazer essa transição nas minhas guitarras de escala mais longa, estilo Fender. A idade chega e quanto mais fácil para os músculos e articulações dos dedos, melhor!

Para uma guitarra praticamente de entrada, ela tem especificações bem interessantes:
Características Gerais Originais segundo o Fabricante
Captadores:
- Braço - 5,4K - Single Coil Passivo / Cerâmico
- Ponte - 5,9K - Single Coil Passivo / Cerâmico
Braço:
- Madeira: Maple ( verniz )
- Perfil shape - D
- Acabamento: Brilhante
- Escala: Technical Wood
- Comprimento da escala - 47,5
- Raio da escala - 12”
- Marcações: Dots
- Tarraxas: Blindadas
- Tensor: Sim. Bilateral
- Nut (Capo Traste): 42mm
- Número de Trastes: 22
- Traste Medio Jumbo
Corpo:
- Formato do Corpo: Telecaster
- Madeira do Corpo: Basswood Sólido
- Comprimento do corpo - 40cm
- Ponte: Fixa 6 saddles. Cordas passando através do corpo!
- Jack: P10
- Construção: Bolt-On Neck (Junção Parafuzada)
- Comprimento total - 98,5
- Encordoamento: .09 / .042
- Número de Cordas: 6
- Utilização/Mão: Destro
- Controles: Potenciômetro de Volume (1), Potenciômetro de Tonalidade (2) e Chave Seletora de 3 Posições
- Peso 3.30 kg ( Aqui, já com as modificações, o peso aferido foi de 2.7 Kg... Eu achei uma guitarra muito leve! )


Eu fiquei surpreso com o acabamento e a estética geral da guitarra, incluindo alguns detalhes que normalmente me aborrecem nesse tipo de instrumento mais barato. É no mínimo interessante a guitarra ser mais bonita ao vivo do que nas fotos, o que é um ótimo começo! Porém não pude ter a experiência real de tocar numa dessas STC-307 exatamente como sai da loja porque já a peguei de seu ex dono com várias ( muito bem feitas e mais que bem vindas ) mudanças e substituições.

A lista de upgrades feitos pelo dono anterior segue abaixo:


1. Troca de trastes. Ele usou o DHP-30S, extra Jumbo;
2. Tarraxas: substituídas por Wilkinson WJN-05 sem trava;
3. Os dois pots são Alpha A250k. O de Volume com treble bleed. No pot de Tone usei um capacitor de 22nf , além disso cortou a trilha no início do curso desse pot. Isso tira o pot do circuito quando todo aberto ( conhecido como "NoLoad", mais sobre isso em nota no final da postagem! );

4. Saddles de inox. Certamente já são melhores que os de zamac originais;
5. Troquei também os rebaixadores de corda;
6. Nut de plástico substitído por um Graphtech xl;
7. Todos os parafusos inox, allen;
8. Os captadores eram Kent Armstrong Hot Vintage. Ambos Alnico 5, DCR - 9.2K Ponte e 7.2 Braço. Sem a capa metálica do pickup do braço - O fio parece Polysol;
9. Foi toda blindada internamente.


Só posso dizer que a guitarra que chegou aqui já era muito boa de tocabilidade, afinação e até de sonoridade ( se bem que um pouco mais brilhante do que eu gostaria... ). Já dava pra levar pra Gig! Porém eu já tinha em mente algumas ideias que me deixariam mais à vontade com essa Tele. E as minhas modificações foram:
1 -  Substituí o capacitor do Tone por um de 100nF (estilo chiclete da Fender, que tinha por aqui);
2 - Troquei a captação por um set que eu queria há um bom tempo experimentar, feito na China, da marca Waaah. Cheio de histórias, se dizendo feito artesanalmente, e com preço excelente no Mr AliExpress. O captador da ponte apresenta 9.4K de resistência DC e base de liga de cobre, o do braço 7.4k - Ambos de Alnico 3 e enrolados com fio Plain Enamel... Bem, ao menos é o que atesta o fabricante!

4 - Substituí a ponte, que é bem boa, com os seis saddles de aço, por uma Wilkinson com três saddles de latão e compensados em relação à afinação das oitavas. Muitos torcem o nariz pra esse tipo de ponte, mas eu gosto bastante do resultado sonoro. Infelizmente a disposição, apesar de bater com o alinhamento das cordas e do braço, tem menor tamanho e deixa os furos da anterior visíveis... Ok, foi um preço antiestético que resolvi "pagar". Ambas as pontes, a anterior e essa atual, tem sua base em metal ferroso, o que também mexe com o captador ali instalado de forma positiva para os timbres que me interessam. Vou deixar o link do site "Louco por Guitarra" com essa matéria sobre essas pontes com liga que contem ferro...


5 - Coloquei tarraxas com trava Planet Waves, porque já as tinha comigo, e, além de ajudarem a manter a afinação, são especialmente práticas na hora de trocar cordas.
6 - Troquei o escudo original branco por um preto de uma Fender American Special que tive há agum tempo atrás e que ficou comigo. Só frescura estética mesmo!
7 - Desgastei o braço na parte de trás, onde se apóia a mão, com bucha sintética de cozinha, aquela verde. Foi o suficiente para ficar mais acetinado e mais fácil de escorregar por toda a extensão do braço.
8 - Cheguei a instalar nessa nova ponte um aparato que faz o famoso B-bender de forma muito mais prática e infinitamente mais barata e menos invasiva! Porém desinstalei... Depois eu explicarei a razão!

Por enquanto é isso mesmo! Minhas impressões momentâneas do Projeto Telecaster SEVEN é de obtive sucesso ao implementar esse projeto usando essa guitarra como plataforma! A tocabilidade é realmente muito boa. Eu não sou apaixonado por escala com ângulos muito abertos, mas 12" ainda é confortável para acordes e facilita os bends. O som chegou muito perto do que eu desjava encontrar. Médios com Twang e Punch ao mesmo tempo no captador da ponte! Eu já tinha tido uma experiência assim usando um pickup de ponte enrolado bem além do usual, nesse caso 9.4K. O captador do braço, mesmo mantida a capinha de metal, soa aberto e forte também. A novidade foi o Alnico 3 nessa equação... Sobre a construção, que é original da guitarra, tenho que elogiar... Lembremos que essa  marca é brasileira, mas as guitarras são construídas na China. Ou seja, as escolhas feitas para se ter um bom instrumento e manter o preço baixo parecem ter sido muito bem ajuizadas! Até agora fiquei impressionado como ela é leve e tem sustain e vibração no corpo e no braço. Essa é a primeira vez que me relaciono com uma guitarra que usa TechWood na escala e não consegui perceber até agora nenhum problema. Vou deixar o link de um video onde o luthier Alexandre Cesar faz uma troca de trastes numa Tagima com o dito material e comprova ser OK. 

Esteticamente a guitarra me agradou bastante, principalmente em alguns pequenos ( e outros nem tão pequenos ) detalhes. A decisão de ter as cordas através do corpo me agrada! O formato do headstock também foi bem escolhido...rs. A  parte de trás do braço, onde vai engrossando pra caber no encaixe do corpo - neck pocket - tem um desenho mais Fender/Squier no lugar de muitos braços chineses que tenho visto por aí, que são esculpidos de forma menos elegante e nada suave. A pintura é ok, pra mim funcionou mais do que o esperado tendo em mente a faixa de preço. Além de todas as modificações muito certeiras feitas pelo dono anterior, o detalhe dos parafusos Allen é ótimo e surpreende! A parte elétrica estava bem legar também. O potenciômetro de Tone transformado em NoLoad é uma ideia muito bem vinda, pois você consegue tirar completamente o controle de Tone do circuito! Uma ótima oportunidade para se ver como, mesmo no mínimo, o controle de Tone tem uma pequena atuação. Coloquei um link de um tutorial no Youtube pra se fazer um NoLoad com um potenciômetro "careta"! Est´em inglês, mas, para quem não conhece essa língua estrangeira, as legendas vão ajudar totalmente! Até por que o processo é simples pra quem tem alguma experiência bem básica com eletrônica e suas ferramentas.

Vou preparar um video tocando com essa SEVEN STC-307 pra vocês terem uma ideia geral da vibe da guitarra!

Nota #1 - Sobre o B-bender testado:


Um produto bem bacana, bem imaginado e bem construído. Muito prático, médio/fácil de instalar e bem barato! Agora os meus dois centavos de prosa... A princípio a instalação desse modelo ( no meu caso o específico para ponte de três saddles ) não requer modificações no corpo ou mesmo na ponte. Mesmo sem alterações ele funciona bem, mas por outro lado cria uma certa dificuldade da corda voltar à afinação depois de um bend mais sério... Pelo que vejo o problema poderá ser sanado por um pequeno procedimento na ponte. A corda B (Si) passa pelo buraco traseiro da ponte para o B-bender, enquanto as outras continuam acessando a ponte por baixo, através do corpo. O problema é que há um ponto de grande fricção da corda com a parte superior do buraco, por conta do ângulo de contato. Em algum momento isso inclusive levou a corda a se partir. Então imagino que abrir à partir da parte superior desse buraco na ponte até em cima e assim aliviar esse ponto de estresse entre os materiais. Como ainda não utilizo normalmente o B-bender, achei melhor deixar fora de ação até resolver meter a mão na massa e dar essa "ajeitada" na ponte.

Nota #2 - Sobre os links:



Esse é o video do Luthier Alexandre Cesar mostrando uma troca de trastes numa escala de Technical Wood (TechWood):



Demonstração e resenha sobre o modelo "Short Palm" de B-Bender da Virtual Mixxx