A ideia geral deste blog é manter uma espécie de diário de bordo das minhas aventuras na tentativa de solucionar questões ligadas a instrumentos, aparelhos e amplificadores dentro do meu universo musical que é centrado na guitarra elétrica e seus primos, tios, parentes e contra-parentes. Isso aponta apenas uma direção possível e não cria nenhum tipo de exclusão.
Menor ainda que os MultiStomps da ZOOM o GP-5 da Valeton é um multiefeitos impressionante e por muitas razões.... A VALETON realmente fez seu dever de casa trazendo a um mesmo produto: qualidade sonora, o tamanho muito reduzido, capacidade de carregar arquivos IRs e NAMs, salvar e editar as programações fora do pedal, saída estéreo, possibilidade de ser comandado via MIDI por cabo ou Bluetooth, etc...
Basicamente o GP-5 é um multiefeitos capaz de criar uma cadeia contendo até 8 ou 9 blocos, dependendo da escolha entre Amp/IR ou Snapshot ( arquivos NAM ), de processadores ou efeitos, como você prefeirir chamar... Alguns desses blocos podem até mudar de lugar na cadeia, outros não. Até o momento eu descobri que alguns dos efeitos mais comuns são até ok, outros são bem bons, mas acho que a parte mais interessante desse pedal é sem dúvida a modelação de amplificadores com gabinetes de IRs carregáveis e os tais SnapShots que são perfis carregáveis de tecnolgia NAM. Essas simulações de amplificadores, dessas duas maneiras possíveis, simplesmente me deixaram de queixo no chão! O que me levou inclusive a começar a montar uma plataforma sonora em volta desse pedal. No caso dos blocos de simulador de amplificado e de IR ( que, além de simular gabinetes de falantes de forma realista, pode ser usado para processamento de instrumentos acústicos, por exemplo... ) pode-se usar um e desligar o outro. Já o carregador de Snapshot ( arquivos NAM ) depende diretamente do arquivo carregado. Importante notar que só é possível ter num mesmo preset, ou cadeia de efeitos, Amp/IR ou Snapshot, ao inserir o Snapshot o conjunto Amp/IR é desligado, e ao inserir o Amp, o IR ou ambos, o Snapshot é desligado.
O aplicativo de edição do GP-5 pode ser usado em Android, PC ou iOS e é bem intuitivo e fácil de se usar. Nos celulares ele se comunica com o pedal pelo Bluetooth. Infelizmente o GP-5, com o firmware atual, suporta apenas comandos MIDI SysEx pelo Bluetooth para justamente fazer essa comunicação entre o editor e o pedal. Esperamos que numa próxima atualização de firmware o Bluetooth possa também aceitar comandos MIDI de mudança de preset/programa ( PC - Program Change ) e de controles contínuos ( CC - Continous Controllers ). Já sua porta USB C pode receber e reconhecer comandos MIDI de PC, CC e SysEx! Além disso você pode conectar o pedal no seu computador por essa porta USB e usar o editor no computador ou até mesmo gravar direto por essa conexão USB tornando o GP-5 uma prática interface de áudio!
Em cada bloco de efeitos há variações bem usáveis, sendo algumas, como dito, bem melhore que outras. Para mim pareceu que a economia de processamente foi dirigida aos revérberes, que são pouco interessantes. Por outro lado, apesar de sozinho já oferecer essa razoável variedade e de ser possível ser usado numa gig normal, o GP-5 faz bonito se bem usado em conjunto com outros pedais! Com processadores de dinâmica, distorção, fuzz, drives e filtros antes dele consegue-se resultados ótimos. Já os criadores de ambiência brilharam mais depois do GP-5, na minha opinião. Foi assaim que surgiu num set reduzido uma combinação de ótimo custo benefício com o ZOOM MS-70CDR! A cereja do bolo foi o controle de ambos os pedais pelo M-VAVE Chocolate Plus!
Esse setup, além de pequeno, pode ser bem poderoso e satisfazer tanto os usuários que procuram por timbres mais comuns e correntes do mainstream quanto os mais experimentais e criativos... Isso pode se tornar mais específico também pelas escolhas de dois ou três pedais complementares. No meu caso particular, eu já tinha resolvido as minhas programações principais de uso do MS-70CDR controlado pelo Chocolate Plus restringindo o uso dos footswitches do Chocolate Plus a apenas um Grupo de footswitches, o "00", facilitando o "sapateado" numa determinada gig, como relatado no post passado. Desse ponto em diante eu passo a ter a intenção de, com cada apertar de um footswitch do Chocolate Plus, enviar comandos MIDI que ajustem a combinação de presets dos dois aparelhos. Seria ótimo poder manter ao menos em boa parte a programação já feita para o ZOOM...
Felizmente o GP-5 aceita mudança de presets através de CC ( Continous Control ) de número "0" pela sua porta USB C, mas apenas por SysEx pelo Bluetooth. ( Muita gente, eu inclusive, está na expectativa de que a Valeton faça num futuro breve um upgrade do firmware com a possibilidade de fazer a mudança de programa através de comando CC diretamente por Bluetooth! ) Como eu já tinha a interface ( de MIDI USB para Bluetooth ) MS-1 da M-VAVE e a interface ( de MIDI 5 pinos para USB ) da Pulsatrix, eu náo teria necessariamente que utilizar o Bluetooth do GP-5. Assim a principio, por conta dos comandos SysEx serem bem mais extensos e chatinhos de se implementar, resolvi usar o USB do GP-5 e enviar os comandos CC para mudança de presets na GP-5. De qualquer forma, em algum momento no futuro eu vou fazer isso para ver o funcionamento do conjunto. Usando comandos MIDI CC eu poderia enviar esses mesmos comandos em paralelo aos comandos de PC já programados no Chocolate Plus sem mesmo ter que lidar com assinalar canais MIDI específicos para cada unidade. Outra vantagem descoberta no meio do percurso...rs. Como se pode ver no print da tela do aplicativo de configuração do Chocolate Plus, o primeiro comando é o Program Change para o MS-70CDR ir para o preset 45 ( pois o ZOOM não tem o preset 00, já começa no 01! ). A segunda linha de program adicionada é o Continous Controller para o GP-5. CC tem um código antes do valor que determina o preset. A GP-5 usa os CC de código 0 para essa finalidade. Nesse exemplo o valor do preset é 54, que corresponde ao mesmo número no GP-5, pois ele tem o preset "00", fazendo com que os números programados possam corresponder diretamente ao número do preset..
M-VAVE MS-! Bluetooth MIDI combo
Pelo MS-1 ser bem pequeno e ficar basicamente na régua de tomadas de alimentação AC conectado ao carregador USB, foi o meu escolhido para ser ligado ao GP-5. Você pode notar pela foto ao lado que o MS-1 é um combo de interfaces. Um é Bluetooth para MIDI USB ( o que se assemelha a um pendrive, que é justamente a que iremos usar com o GP-5 ) e o outro Bluetooth para MIDI 5 pinos. Nós usaremos esse tipo pendrive ligado diretamente a um carregador USB e com um cabo USB A para USB C conectar ao GP-5. Nesse caso se faz necessário habilitar o Bluetooth, tanto no Chocolate plus quanto no GP-5.
Uma outra forma possível de controlar a mudança de presets no GP-5 pelo Chocolate Plus, ainda usando o set descrito anteriormente, ao lado do ZOOM MS-70CDR, seria habilitar através do aplicativo CUBE SUITE a saída MIDI TRS no Chocolate Plus, que é aquele jack também usado para se espetar um pedal de expressão. Ele tem essas duas funções a se escolher pela primeira página do aplicativo. Apesar de assim não ser necessário usar o Bluetooth do Chocolate Plus, e consequentemente não ter que possuir e usar o MS-1, é necessário usar algum aparelho que comporte MIDI-to-USB Host. Eu tenho dois aqui: um conversor simples da Pulsatrix e um MIDI THRU do Miguel Ratton com essa porta USB Host ao lado dos MIDI THRU DIN 5 pinos.
Já há mais de dez anos no mercado, essa série de pedais de multiefeitos ainda tem um custo/benefício incrível. Até há pouco tempo eu tinha os três da foto acima, apenas nunca tive aquele feito para contrabaixo elétrico ( MS-60B ). O MS-50g tem apenas uma entrada de áudio mono e duas saídas estéreo ( L e R ), que são somadas quando usada apenas a saída "L". Já os MS-70CDR e MS-100BT apresentam entradas e saídas estéreo, porém podem ser usados também em modo mono. Basicamente os MultiStomp são pedais multiefeitos que podem processar de uma vez um certo número de efeitos em série ( até um máximo de seis módulos de efeitos ) criando cadeias completas de efeitos bem interessantes e usáveis. O número máximo de efeitos que se pode usar numa mesma cadeia está diretamente ligado à complexidade do algorítmo utilizado em cada efeito escolhido, os algoritmos mais complexos são os que normalmente consomem mais processamento, diminuindo drasticamente a quantidade de módulos de efeitos a serem usados. Uma vantagem importante desses aparelhos é que todos os efeitos podem ser colocados em qualquer lugar da cadeia! Isso abre um largo leque de possibilidades e experimentações...
Há exemplos em que não se consegue passar de apenas 2 efeitos no máximo, se usados os efeitos de algoritmos mais complexos!!! Essa cadeia de efeitos criada, aliada aos valores escolhidos para cada parâmetro de cada efeito, pode se tornar um "patch" ou "preset", como preferir chamar. Escolhe-se um título do patch para aparecer na lista do visor e depois é só salvar. Nas configurações é possível inclusive habilitar o "AUTO SAVE". Eu, particularmente, fico impressionado com o tanto de qualidade dos efeitos/algoritmos que se conseguiu num tamanho tão compacto e a preços tão convidativos. Normalmente o que fica complicada é a parte de interface entre aparelho e usuário. É um pouco chata a curva de aprendizado, mas nada absurda! A lógica e estrutura usadas são bastante simplificadas. Num palco, sem nenhum recurso externo, o melhor que se consegue é criar uma "lista de patches/presets" fazendo com que se vá, sempre numa mesma direção apenas, de "patch/preset", um por um e voltando ao primeiro ao finalizar a lista, criando um looping de "patches/presets".
Nos MultiStomps que apresentam porta USB Mini B ( MS-50g, MS-70CDR e MS-60b ), além de serem usadas para alimentar o pedal através de um carregador USB, podem ser conectados ao computador para atualização do Firmware e também organizar, mexer nos parâmetros e guardar as programações dos presets do aparelho. Além disso essa porta USB permite que sejam usados alguns controladores específicos MIDI para selecionar presets por MIDI PROGRAM CHANGE e até algumas outras possibilidades mais interessantes. Uma coisa que dificulta esse controle MIDI remoto é que o MultiStomp precisa enxergar uma alimentação de +5v nessa porta USB o que indica que ele está ligado a um USB HOST. Essa é a razão de alguns controladores MIDI-to-USB simplesmente não funcionarem com essa linha da ZOOM. Felizmente alguns fabricantes desse tipo de controlador MIDI-to-USB passaram a perceber essa necessidade e criaram produtos que oferecessem esse USB HOST.
Um primeiro conselho que entrego a vocês aqui é sobre o Firmware: imprescindível fazer a atualização para o Firmware mais recente. No caso do MS-50g seria a versão 3.10, MS-70CDR e MS-60b a versão 2.10, o MS-100BT a versão 1.30. No caso dos MS-50g e MS-70CDR/MS-60b, os upgrades 3.00 e 2.00 ( respectivamente ) já irão ampliar muito a quantidade e variedade de efeitos disponíveis para construir seus patches. Já as versões mais recentes cuidam de alguns bugs chatinhos.
Controladores externos para as MS-50g, MS-70CDR e MS-60B
O primeiro controlador que testei com sucesso foi um FREEDOM MC-6, construido artezanalmente por uma pessoa que infelizmente já há algum tempo desistiu de fazê-lo! Casualmente passei a usá-lo novamente no setup d'Os Tiozin, pois é um controlador dedicado a essa linha MS da ZOOM. Ele apresenta seis footswitches e um display iluminado e bem elucidadtivo. Apresenta entrada para pedal de expressão, porta USB A lateral para ligar diretamente ao ZOOM MS para envio de comandos e recebimento de alguns dados. Jack de entrada de alimentação 9 volts DC, porta USB para se conectar ao computador e porta MIDI (IN/OUT?). Eu não cheguei a ter acesso ao aplicativo de computador que permitia organizar e/ou armazenar remotamente os presets do controlador. Mas consegui com o tempo relembrar as combinações de footswitches para poder programá-lo. É interessante que duas opções de Program Change podem ser enviadas por um mesmo footswitch, uma principal e a outra chamada de Favorita! Na verdade, cada vez que você aperta o footswitch, o MC-6 mada um ou outro Program Change registrado alternadamente.
Utilizei também dois tipos de conversão de MIDI comum 5 pinos para USB HOST através de um pedalzinho construído pela Pulsatrix. O primeiro e mais simples foi um aparelho que pudesse transformar diretamente o sinal de uma porta MIDI comum ( que no caso era a saída MIDI do antigo multiefeitos BOSS ME-5 ) em USB HOST na intenção de controlar os presets da MS-50g ou da MS-70CDR usando os pedais do multiefeitos. Foi totalmente bem sucedido e o sistema obteve gande êxito!
Já com um sistema mais complexo que montei e apenas foi utilizado em gravações e shows experimentais do Duo AJJA, tinha como controlador geral um audio looper para acionar/desacionar os pedais e enviar duas mensagens MID, umaI para os ZOOM MS e outra para o pedal AdrenaLinn III ao mesmo tempo. Nessa configuração eu usei um MIDI Thru Box construida pelo Miguel Ratton que apresentava junto às 4 saidas MIDI OUT normais de 5 pinos, sendo uma dela para conectar diretamente ao AdrenaLinn III, uma saída MIDI USB Host para os ZOOM MS.
Outro pedal da Pulsatrix que usei bastante nos MS da ZOOM foi o que tem dois footswitches e dois LEDs na parte superior, uma MIDI OUT, uma porta USB HOST e um jack P4 de alimentação 9 volts DC. Apesar de ter algumas possibilidades a mais, eu basicamente o utilizava para enviar Program Changes para mais ou para menos na ordem numérica, um footswitch sobe e o outro desce. Ele pode guardar dois Program Changes escolhidos, um assinalado para um footswitch e outro para o outro footswitch. Isso para mim foi mais útil quando usei esse aparelho para enviar Program Changes para um Digitech Whammy V, porém dessa vez a saída MIDI comum de 5 pinos do controlador da Pulsatrix foi usada.
Mais recentemente passei a usar o controlador MIDI/Bluetooth M-VAVE Chocolate Plus e consegui alguns resultados surpreendentes, inclusive controlando outro aparelho ao mesmo tempo ( no caso um Valeton GP-5! )! No entanto outros controladores foram usados com sucesso! Mais abaixo falaremos com mais detalhes sobre isso.
Realmente a combinação entre os ZOOM MultiStomps ( MS-50g, MS-70CDR e MS-60B ) e o controlador MIDI/Bluetoth M-VAVE Chocolate Plus é bem atraente. Primeiro por conta do Chocolate Plus ser bem barato para o que oferece. Pois ele pode fornecer comandos MIDI de mudança de programas ( Program Change - PC ) para acionar os patches diretamente de cada chave de formas diversas. Além de comandos contínuos ( Continous Control - CC ), que tem uso bem restrito no caso dos MultiStomp e dos SysEx ( System Exclusive ) que foram os usados pra fazer o chaveamento que eu desejava. Descobri que é possível fazer pequenas manobras nos parâmetros dos três primeiros efeitos na cadeia dentro de um patch com comandos de SysEx. Uma coisa bem útil, que eu procurava há algum tempo era poder chavear algum parâmetro de um desses três primeiros efeitos da cadeia. Um exemplo interessante é o uso dessa ideia para controlar a chave de velocidade do efeito Roto Closet ( tipo Rotary Speaker - Caixa Leslie ) e que funciona muito bem até! Inclusive esse efeito apresenta um rampa de tempo entre as velocidades ( Slow/Fast ) acelerando e desacelerando, que emula o tempo que leva o efeito mecânico real na caixa Leslie original ... Infelizmente a duração do tempo da rampa é fixo, mas já dá pro gasto!
- C O N E X Õ E S -
Usando apenas o M-VAVE Chocolate Plus ( sem nenhum outro acessório ) você necessita ligar a alimentação/carregador em sua porta USB Tipo C! É importante notar que, apesar do CHOCOLATE PLUS possuir uma bateria interna, para que a porta USB HOST forneça os 5 volts necessários para os ZOOM MS reconhecerem ( e até mesmo serem alimentados por ela ) o controlador e seus comandos MIDI, é preciso que se alimente o CHOCOLATE PLUS pela porta USB Tipo C! Daí irá usar um outro cabo adequado da porta USB HOST até o ZOOM MultiStomp. Como se pode observar na foto acima, ambos os cabos estão ligados no Chocolate Plus. Pode-se inclusive, caso não for usar a capacidade Bluetooth do Chocolate Plus para controlar algum outro aparelho que responda a comandos por Blutooth, desligar o próprio Bluetooth do CHOCOLATE PLUS apertando ao mesmo tempo os footswitches B e C! Até porque a luz azul piscando é um pouco chata! A chave de modo (U-O-H) tem que estar no MODO H ( HOST ).
USB Mini B para USB A
Enviando os comandos MIDI através do cabo direto do Chocolate Plus para o MultiStomp eu consegui com sucesso mudar programas, podendo assinalar qualquer número de patch para cada footswitch e em cada banco, pude ligar e desligar o MODO TUNER ( mas com o problema do MultiStomp sair do modo que mostra os titulos dos patches ), ligar e desligar quaisquer um dos três primeiros efeitos em qualquer patch, mudar parâmetros em qualquer um dos três primeiros efeitos na cadeia do patch. Tudo isso só é conseguido depois de se entender e aprender usar o editor, os tipos de comandos e as várias possíveis formas de atuação do Chocolate Plus: o CUBE SUITE. Através dele você poderá criar a configuração ideal para o Chocolte Plus e ainda salvar essa configuração em seu celular, android ou iOS. O cabo usado para conectar todos esses controladores é um que tenha numa ponta o USB Mini B e na outra o USB A, como esse sugerido pela foto acima!
COMANDOS MIDI - CUBE SUITE
Eu escolhi no aplicativo Cube Suite primeiramente o modo de configuração "Advanced custom mode", depois escolhi o footswitch A, entrando na página de configuração desse footswitch, e nessa página o modo de funcionamento Single Step ( switch between two banks ), Isso permite que sejam enviados um banco de comandos alternadamente a cada pisada do footswitch, alternando entre "Bank" A e B. Ao se escolher o número de Program Change a ser enviado no Bank em que se está é importante lembrar que os MultiStomp não tem preset 00, então se faz necessário subtrair de uma unidade o programa assinalado no Chocolate Plus. Ou sej, se quero acessar o preset 58 no MS-70CDR, preciso enviar um PC no valor de 57. Esse tipo de configuração me possibilitou enviar 6 comandos de Program Change nos três primeiros footswitches ( A, B e C - cada um com dois conjuntos - Banks A/B - de comandos independentes para cada footswitch ) e os Sysex de Slow/Fast no quarto footswitch. Essa foi uma forma que encontrei de simplificar o uso do combo MS-70CDR + Chocolate Plus, evitando a necessidade de mudar de banco e usando apenas os 4 footswitches do grupo inicial, o grupo 00. Porém dá pra se expandir bastante o número de programações subindo e descendo pelos grupos adicionais como pode ser verificado no video acima, onde passo do grupo 00 para o grupo 01 apertando conjuntamente os footswitches C e D! E para voltar para o grupo 00 seria necessário apertar conjuntamente os footswitches A e B. Os comandos nessa etapa de enviar mudança de preset são bem simples, na verdade você já estando na página do footswitch desejado ( A, B, C ou D ) no seu devido grupo e o "Bank" e clica na
São dois comandos SysEx para A e dois para o B. Porém esses comando duplos vão numa mesma linha, em série. Olhando o primeiro comando verificamos que todo código SysEx é iniciado por "F0". "52" é a referência da marca, no caso a ZOOM. "61" é a referência do modelo, no caso o MS-70CDR. O "50" vai informar que o aparelho deve esperar um comando SysEx para alteração de valor de parâmetro do preset corrente. Qualquer que seja o preset escolhido no momento, porém nós estamos com o Preset RotaryComp escolhido anteriormente, no qual nos interessa ter controle sobre a chave que alterna entre lento e rápido da emulação de falante rotativo. "F7" indica o término do comando SysEx. Depois segue o segundo comando SysEx que também apresenta os "F0", "52" e "61". Este especificamente segue com uma sequencia um pouco maior que indica que o valor do segundo parâmetro ( no caso do efeito Roto Closet, a chave de Slow/Fast ) do segundo bloco de efeito ( no caso o módulo Roto Closet ) seja "01" no Bank A e "00"no Bank B para alternar entre Slow e Fast. O único perigo no uso desse comando SysEx de alteração de valor do parâmetro é que ele funciona em qualquer outro preset, podendo alterar um parâmetro de um outro preset não desejado... Sendo assim, pise com muita atenção...rs! Foi por essa questão que eu num primeiro momento isolei esse chaveamento no Grupo 01!
NOTA IMPORTANTE: Não consegui enviar com sucesso esses comandos de System Exclusive através do Bluetooth do Chocolate Plus usando o adaptador MIDI-Bluetooth MS-1 da M-VAVE, que tem preço bom e é bastante usado em conjunto com o Chocolate original. Não descobri com certeza a razão, apenas verifiquei que não funciona... Eu imagino que o problema esteja na recepção dos comandos pela unidade Bluetooth para MIDI USB do combo MS-1, algo como "DATA OVERFLOW". Já os comandos de Mudança de Programas ( PC ) e de Controle Contínuo ( CC ) funcionam sem problema nesse sistema de Bluetooth da MS-1!
Abaixo o link para baixar os aplicativos necessários para lidar com o CHOCOLATE PLUS:
E vamos continuando a falar sobre guitarrinhas muito baratas e bem interessantes, tocáveis e com boa construção pra aceitarem bem nossas experimentções e modificações! Tive a oportunidade de conhecer essa marca bem recentemente e por pura sorte pude pegar essa SEVEN STC-307! Obviamente no "estilo" Telecaster, sunbusrst, escala escura do tal TechWood, braço em maple e corpo de Basswood. Um friso branco/creme em volta do corpo deu um toque elegante e bem legal na minha opinião. Nós estamos aqui falando sobre uma guitarra na faixa de R$ 950,00 nova ( Stock ), então isto estará sendo levado em consideração em todas as críticas e elogios. A guitarra veio regulada para cordas .009, assim mantive o calibre ao colocar as cordas novas. Estou testando esse calibre em lugar do .010 que costumo usar. Acho que vou fazer essa transição nas minhas guitarras de escala mais longa, estilo Fender. A idade chega e quanto mais fácil para os músculos e articulações dos dedos, melhor!
Para uma guitarra praticamente de entrada, ela tem especificações bem interessantes:
Características Gerais Originais segundo o Fabricante
- Comprimento da escala - 47,5 - Raio da escala - 12” - Marcações: Dots
- Tarraxas: Blindadas - Tensor: Sim. Bilateral
- Nut (Capo Traste): 42mm - Número de Trastes: 22 - Traste Medio Jumbo
Corpo:
- Formato do Corpo: Telecaster - Madeira do Corpo: Basswood Sólido - Comprimento do corpo - 40cm
- Ponte: Fixa 6 saddles. Cordas passando através do corpo! - Jack: P10 - Construção: Bolt-On Neck (Junção Parafuzada)
- Comprimento total - 98,5 - Encordoamento: .09 / .042 - Número de Cordas: 6
- Utilização/Mão: Destro
- Controles: Potenciômetro de Volume (1), Potenciômetro de Tonalidade (2) e Chave Seletora de 3 Posições - Peso 3.30 kg ( Aqui, já com as modificações, o peso aferido foi de 2.7 Kg... Eu achei uma guitarra muito leve! )
Eu fiquei surpreso com o acabamento e a estética geral da guitarra, incluindo alguns detalhes que normalmente me aborrecem nesse tipo de instrumento mais barato. É no mínimo interessante a guitarra ser mais bonita ao vivo do que nas fotos, o que é um ótimo começo! Porém não pude ter a experiência real de tocar numa dessas STC-307 exatamente como sai da loja porque já a peguei de seu ex dono com várias ( muito bem feitas e mais que bem vindas ) mudanças e substituições.
A lista de upgrades feitos pelo dono anterior segue abaixo:
1. Troca de trastes. Ele usou o DHP-30S, extra Jumbo;
2. Tarraxas: substituídas por Wilkinson WJN-05 sem trava;
3. Os dois pots são Alpha A250k. O de Volume com treble bleed. No pot de Tone usei um capacitor de 22nf , além disso cortou a trilha no início do curso desse pot. Isso tira o pot do circuito quando todo aberto ( conhecido como "NoLoad", mais sobre isso em nota no final da postagem! );
4. Saddles de inox. Certamente já são melhores que os de zamac originais;
5. Troquei também os rebaixadores de corda;
6. Nut de plástico substitído por um Graphtech xl;
7. Todos os parafusos inox, allen;
8. Os captadores eram Kent Armstrong Hot Vintage. Ambos Alnico 5, DCR - 9.2K Ponte e 7.2 Braço. Sem a capa metálica do pickup do braço - O fio parece Polysol;
9. Foi toda blindada internamente.
Só posso dizer que a guitarra que chegou aqui já era muito boa de tocabilidade, afinação e até de sonoridade ( se bem que um pouco mais brilhante do que eu gostaria... ). Já dava pra levar pra Gig! Porém eu já tinha em mente algumas ideias que me deixariam mais à vontade com essa Tele. E as minhas modificações foram:
1 - Substituí o capacitor do Tone por um de 100nF (estilo chiclete da Fender, que tinha por aqui);
2 - Troquei a captação por um set que eu queria há um bom tempo experimentar, feito na China, da marca Waaah. Cheio de histórias, se dizendo feito artesanalmente, e com preço excelente no Mr AliExpress. O captador da ponte apresenta 9.4K de resistência DC e base de liga de cobre, o do braço 7.4k - Ambos de Alnico 3 e enrolados com fio Plain Enamel... Bem, ao menos é o que atesta o fabricante!
4 - Substituí a ponte, que é bem boa, com os seis saddles de aço, por uma Wilkinson com três saddles de latão e compensados em relação à afinação das oitavas. Muitos torcem o nariz pra esse tipo de ponte, mas eu gosto bastante do resultado sonoro. Infelizmente a disposição, apesar de bater com o alinhamento das cordas e do braço, tem menor tamanho e deixa os furos da anterior visíveis... Ok, foi um preço antiestético que resolvi "pagar". Ambas as pontes, a anterior e essa atual, tem sua base em metal ferroso, o que também mexe com o captador ali instalado de forma positiva para os timbres que me interessam. Vou deixar o link do site "Louco por Guitarra" com essa matéria sobre essas pontes com liga que contem ferro...
5 - Coloquei tarraxas com trava Planet Waves, porque já as tinha comigo, e, além de ajudarem a manter a afinação, são especialmente práticas na hora de trocar cordas.
6 - Troquei o escudo original branco por um preto de uma Fender American Special que tive há agum tempo atrás e que ficou comigo. Só frescura estética mesmo!
7 - Desgastei o braço na parte de trás, onde se apóia a mão, com bucha sintética de cozinha, aquela verde. Foi o suficiente para ficar mais acetinado e mais fácil de escorregar por toda a extensão do braço.
8 - Cheguei a instalar nessa nova ponte um aparato que faz o famoso B-bender de forma muito mais prática e infinitamente mais barata e menos invasiva! Porém desinstalei... Depois eu explicarei a razão!
Por enquanto é isso mesmo! Minhas impressões momentâneas do Projeto Telecaster SEVEN é de obtive sucesso ao implementar esse projeto usando essa guitarra como plataforma! A tocabilidade é realmente muito boa. Eu não sou apaixonado por escala com ângulos muito abertos, mas 12" ainda é confortável para acordes e facilita os bends. O som chegou muito perto do que eu desjava encontrar. Médios com Twang e Punch ao mesmo tempo no captador da ponte! Eu já tinha tido uma experiência assim usando um pickup de ponte enrolado bem além do usual, nesse caso 9.4K. O captador do braço, mesmo mantida a capinha de metal, soa aberto e forte também. A novidade foi o Alnico 3 nessa equação... Sobre a construção, que é original da guitarra, tenho que elogiar... Lembremos que essa marca é brasileira, mas as guitarras são construídas na China. Ou seja, as escolhas feitas para se ter um bom instrumento e manter o preço baixo parecem ter sido muito bem ajuizadas! Até agora fiquei impressionado como ela é leve e tem sustain e vibração no corpo e no braço. Essa é a primeira vez que me relaciono com uma guitarra que usa TechWood na escala e não consegui perceber até agora nenhum problema. Vou deixar o link de um video onde o luthier Alexandre Cesar faz uma troca de trastes numa Tagima com o dito material e comprova ser OK.
Esteticamente a guitarra me agradou bastante, principalmente em alguns pequenos ( e outros nem tão pequenos ) detalhes. A decisão de ter as cordas através do corpo me agrada! O formato do headstock também foi bem escolhido...rs. A parte de trás do braço, onde vai engrossando pra caber no encaixe do corpo - neck pocket - tem um desenho mais Fender/Squier no lugar de muitos braços chineses que tenho visto por aí, que são esculpidos de forma menos elegante e nada suave. A pintura é ok, pra mim funcionou mais do que o esperado tendo em mente a faixa de preço. Além de todas as modificações muito certeiras feitas pelo dono anterior, o detalhe dos parafusos Allen é ótimo e surpreende! A parte elétrica estava bem legar também. O potenciômetro de Tone transformado em NoLoad é uma ideia muito bem vinda, pois você consegue tirar completamente o controle de Tone do circuito! Uma ótima oportunidade para se ver como, mesmo no mínimo, o controle de Tone tem uma pequena atuação. Coloquei um link de um tutorial no Youtube pra se fazer um NoLoad com um potenciômetro "careta"! Est´em inglês, mas, para quem não conhece essa língua estrangeira, as legendas vão ajudar totalmente! Até por que o processo é simples pra quem tem alguma experiência bem básica com eletrônica e suas ferramentas.
Vou preparar um video tocando com essa SEVEN STC-307 pra vocês terem uma ideia geral da vibe da guitarra!
Nota #1 - Sobre o B-bender testado:
Um produto bem bacana, bem imaginado e bem construído. Muito prático, médio/fácil de instalar e bem barato! Agora os meus dois centavos de prosa... A princípio a instalação desse modelo ( no meu caso o específico para ponte de três saddles ) não requer modificações no corpo ou mesmo na ponte. Mesmo sem alterações ele funciona bem, mas por outro lado cria uma certa dificuldade da corda voltar à afinação depois de um bend mais sério... Pelo que vejo o problema poderá ser sanado por um pequeno procedimento na ponte. A corda B (Si) passa pelo buraco traseiro da ponte para o B-bender, enquanto as outras continuam acessando a ponte por baixo, através do corpo. O problema é que há um ponto de grande fricção da corda com a parte superior do buraco, por conta do ângulo de contato. Em algum momento isso inclusive levou a corda a se partir. Então imagino que abrir à partir da parte superior desse buraco na ponte até em cima e assim aliviar esse ponto de estresse entre os materiais. Como ainda não utilizo normalmente o B-bender, achei melhor deixar fora de ação até resolver meter a mão na massa e dar essa "ajeitada" na ponte.